sábado, 19 de maio de 2012

Não me chame ,
se não for para me fazer flutuar, como pássaro leve,
nem diga que me ama,
se for só por um instante breve,
com palavras vazias,
levadas pelo vento, à primeira de suas ventanias...
... Não olhe para mim,
se não puder enxergar minha alma,
nem me abrace tão forte assim,
se ainda não puder abraçar o mundo comigo...,
se teu abraço for só de amigo!
Não queira estar ao meu lado,
se tiver se enganado...
Mas, então, se compreender meu suspiro,
se puder ouvir as batidas do meu coração,
se entender meu sorriso,
venha logo: é do teu amor que preciso!
Venha, que eu te espero,
para completar melodia e canção,
voz e violão!
Se souber o que eu quero,
Venha logo,
que tua ausência é pior flagelo.
Mas não chame,
enquanto não estiver certo,
Nem me queira por perto,
se ainda não sentir nada por mim
além de simples afeto.
Se não estiver pronto,
Não me chame...
Porque quando eu for,
vou esperar, aqui dentro de mim,
que também me ame tanto assim!!!

Giovani

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Poema só para Doracina


Poema só para Doracina
Poema só para Doracina
Doracina,
A vida é tão árdua,
Mas em ti parece tão leve,
Posto não te fatigares jamais.
Nem mesmo a dor te vence: vai-se rápida e breve.
E tu emerges alvissareira, como os mensageiros da Paz!

Doracina,
Tens a força de um Ciclope,
A sutileza poética de uma rima.
Célere, anuncias a esperança de um novo tempo.
Caminhas com pressa, chegas de uma vez e a galope,
Mas não te negas a ouvir a música dos homens, nem a voz do vento!

Doracina,
Em ti contrastam a coragem divina,
e a leveza graciosa de uma bailarina.
Quando falas, teus olhos brilham,
Teu abraço inclui,
Tua presença conforta e fascina!

Sem cansaço, abre caminhos para os amigos,
Aplaina vales, galgas montes.
Esta há de ser sempre tua sina:
Revelar-nos a beleza longínqua e real dos horizontes,
Que nem suspeitávamos ver além e defronte...

Mas será isto uma sina?
Não creio! Há de ser mais uma graça,
Que te habita e aos lugares onde passas;
É tua marca, tua vida, tua cadência ainda viva de menina...

*****

Então, que mais te falta dizer, Doracina?
À professora, à mulher, à amiga?
Nada, senão que, metódica, sigas na tua messe,
Plantando sonhos e revoluções floridas,
Enquanto, serena, espalhas a lógica da tua humildade decidida,
Em campos já sabidos e em rotas desconhecidas...

Felizes daqueles que contigo caminham, plantam e colhem,
pois, aqueles que realmente te conhecem,
Nunca mais deste encontro se esquecem....
Que te guarde sempre o nosso Bom Deus:
Esta é para ti, Doracina, minha íntima prece.

Com carinho
©Giovani Ferreira Bezerra
26 nov 2011 (Poema só para Doracina)

Veredas Pedagógicas

Giovani Ferreira Bezerra
Enfim  aqui chegamos:
Muitas foram as viagens e árduas foram as travessias;
Tantas lutas, sonhos e conquistas de que falamos...
Tantos  atrasos, tantos encontros, tantas lágrimas, quantos risos!...

Às vezes, alguém partia, e todos davam suas despedidas,
Mas alguns iam mesmo em silêncio, sem aviso
E nessas horas havia ausência, vazio e tristeza...
A música da saudade vinha embalar nossa alma,
Até que, misteriosa e serena, a Arte devolvia-nos
a antiga leveza, renovado vigor e calma,
Incluindo-nos sob a gestão delicada do amor, curando velhas feridas!

Aprendizes de professor,
A cada aula, a cada encontro, a cada estágio,
Fomos construindo juntos um poema inspirador
E a  presença de todos foi nosso maior apanágio!

Então, que mais lhes dizer neste instante?
Nada, senão que sigam com ânimo nesta rota dialógica,
Ouvindo a canção dos homens, o apelo do vento...
Isso não é tudo, mas às vezes será o bastante...

Chega-lhes um novo tempo, uma nova hora:
Recebam, então, nosso abraço,
Pois a caminhada é longa e será preciso sempre avançar mais um passo.
Não há, porém, motivo para medo: ontem, hoje, amanhã  e agora
Vamos de mãos dadas contigo,
Alunos que viraram amigos!

Confiantes, sigam pelas veredas pedagógicas da nova messe,
Plantando sonhos, colhendo alegrias, ensinando lições encantadas...
É o que lhes desejamos nesta jornada!
E que, nela, guarde-lhes sempre o Bom Deus:
Este é nosso maior presente, nossa íntima prece
Àqueles de quem nosso coração já não mais se esquece...

Poema dedicado aos alunos e alunas normalistas da Escola Aracilda C. C. da Costa, turmas A e B, ano de 2011.
Paranaíba, 28 de novembro de 2011.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Tons do amor (Poema só para você)

Teu riso,
Teu corpo,
Tua música, meu som,
Teu olhar, meu encanto
Teu ritmo, meu tom.
Quero tudo, quero-te tanto...
Acaso não sabes que te amo?
Nem podes imaginar o quanto!
Então, chamas-me teu amigo,
E eu, silente, não sei mais o que te digo,
Quando te vejo,
meu peito agoniza, meu coração se dilacera!
Sente: é por ti que ele sofre
É teu beijo que ele espera!
Nada te falo,
Mas acaso não vês que morro de desejo
Cada vez que, diante de ti, eu me calo?!
Teu riso,
Teu corpo,
Meu pranto
Teu olhar de espanto:
É que não sabes que te amo,
Não sabes o tanto!
Sabes?!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Fingimento

De ti, só a lembrança tênue,
a saudade amiga,
o choro distante depois de alguma briga...
... ... Mas qual o quê? Isso é engano,
De ti me resta essa dor,
posto que ainda tanto te amo,
e já não sei o que digo,
senão que a toda hora é teu nome que, em vão, eu chamo!!!
...
Giovani Bezerra
Poesia especialmente para os amigos do facebook

Tom

Está frio lá fora,
eu eu sinto sua falta,
mas eu sei: vc não demora;
vem com o vento,
pássaro veloz:
eu ouço seu canto
que ressoa lá do vale.
Nessas hoaras de solidão,
Eu bem sei, Vc me deixa e nao quer que eu chore,
mas sua ausência eu sinto tanto: como quer que eu me cale?
... Voa depressa, voa na rapidez do som,
voa com o vento, traz dele o ritmo e o tom
Só nao demore, que estpa tão frio.
Vem depressa, que eu ouço teu canto, já aqui, nas curvas do rio...

O tempo passa e eu estou só,
as ondas do mar me envolvem, enquanto te espero
mas a praia está deserta,
então me debato, me desespero,
Por que vc não vem? Minha cabeça está encoberta,
... a água está tão quente, tão clara: espelho....
......
O tempo passa e eu estou só,
grito, mas as pessoas não podem me ouvir,
Onde está vc ? Por que não aqui?
... O tempo escorre como a água do mar na areia,
E eu estou só,
a água me inavade...Acabou-se...Teu riso, teu pranto,
Minha dor, meu encanto,
Só o sal do mar:
minha solidão, teu espanto....
Giovani Bezerra